Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (Palmares PE 1952).
Filho do escritor Gerardo Mello Mourão, transferiu-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 70. Realizou sua primeira exposição individual (de aquarelas e desenhos) no Instituto de Arte da Universidade Católica de Valparaíso, Chile. Em 1974 formou-se em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, e realizou uma individual de aquarelas no Museu de Arte Moderna.
Nesse mesmo MAM, em 1975 apresentou uma instalação ambiental e um filme. Residiu em Paris, para onde viajou em 1976. A partir de então, sucessivas mostras suas foram apresentadas no Brasil e no exterior, entre as quais de destacam: Gabinete de Arte Raquel Arnaud Babenco, São Paulo (1981 1983 e 1985); Galleria Sagittaria, Pordenone (Itália, 1981); Galeria Saramenha, Rio de Janeiro (1986 e 1992); Galeria Paulo Klabin, Rio de Janeiro (1989); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (Portugal, 1990); Galeria Millan, São Paulo (1991); GB Arte, Rio de Janeiro (1991); Galeria Cohn Edelstein, São Paulo (1997); Bard College’s Center for Curatorial Studies Museum, Nova York (EUA, 1997), Galeria Millan-Antonio, São Paulo (2004). Participou da Bienal de São Paulo (1981, 1987), da Bienal de Veneza (Itália, 1982 e 2001), da Documenta de Kassel (Alemanha, 1997), da Arco, Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madri (Espanha, 2000), entre outros certames do circuito mundial de artes plásticas. Detentor de diversos prêmios, em 1998 dividiu com Waltercio Caldas o segundo lugar do prêmio Johnnie Walker, quando apresentou no Museu Nacional de Belas Artes a performance Tereza B. artes.
No ano seguinte, ocupou a Galeria Cronopios, no Centro Cultural da Recoleta, em Buenos Aires (Argentina), onde realizou instaurações, performances e filmes, sob o título As aventuras da matéria. Em 2001, realizou no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo o evento Resgate, realizado também na Galeria Nacional do Jeu de Paume, em Paris. Em entrevista a Katia Canton, declarou: “Minhas obras são baseadas na relação entre matérias, energias, coisas físicas e minha fantasmática pessoal. Não me preocupo em extrair as qualidades estéticas das matérias usadas.Elas me importam apenas enquanto servem para reproduzir mecanismos de tensão e explosão, análogos ao modo de operar do desejo.” (Bravo!, n. 36, set. 2000) Sobre sua obra, Arthur Omar realizou o vídeo O nervo de prata (1987).
Fonte: www.bolsadearte.com
Na instalação, atores nus interagiram com os objetos pendentes: recipientes que contêm um líquido viscoso, vermelho, que derramam sobre si e os vidros, remetendo aos ciclo vitais. O trabalho surge do poema que lhe dá título, escrito por Simon Lane e que descreve uma ocupação do espaço pelo vermelho, valendo-se de trocadilhos entre a língua inglesa e francesa. Os objetos que pendem do teto, unidos por estruturas interdependentes, aludem a um grande teatro de marionetes: uma escultura de manipulação, que, se valendo da gravidade, não chega, contanto, a tocar o chão.


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